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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Quem tem rabo de palha não passa perto de fogueira.

Publicado no Diário do Amapa em 23.06.16

Atualmente no Brasil há uma grande fogueira acesa queimando na horizontal e na vertical. E o motivo não é a quadra junina. O fogueiraço em evidência queima a mente cheia de má fé dos envolvidos em diálogos nada santos. É pior que as fogueiras da Inquisição que, por sua vez, também não foram santas. Nem santa foi a Inquisição. Nada que faça imaginar atualmente a existência dos considerados hereges ou bruxinhas de nariz grande que voam montadas em uma vassoura e que povoam a mente das crianças nos contos de fadas (aquelas que ainda acreditam em fadas, duendes e bruxas de acordo com a fantasia recebida da família, contos de ninar, etc). Se bem que, infelizmente, muitas de nossas crianças cedo conhecem o lado grotesco, repleto de bruxas más da vida, a maioria por omissão de quem deveria agir para amparar e proteger a infância, o ente maior: o Estado. Não com bolsas paternalistas que fomentam o comodismo/desemprego e incham o orçamento do estado mas, dando oportunidade de trabalho e salário dignos aos pais para manterem sua prole na escola.  Se estivéssemos na Idade Média, as personalidades envolvidas atualmente em todas essas operações da Polícia Federal, com certeza seriam condenadas à fogueira tamanho são os crimes contra a nação e o povo brasileiro dos quais estão sendo suspeitos. Têm sorte por viverem neste século pois, apesar de não respeitarem a Constituição Federal, estão amparados por um de seus Princípios mais sagrados, o Princípio da Ampla Defesa... Os personagens deste fogueiraço (políticos, executivos e técnicos atualmente envolvidos em grossas maracutaias, mais parecidos com bruxas do que com fadas), não voam em vassouras nem em tapetes voadores. Voam em jatos particulares ou à custa de algum empresário em troca de favores pagos com o nosso dinheiro. O meu, o seu, o dinheiro dos impostos que pagamos! Não dá para desacreditar que aquelas conversinhas foram tão inocentes assim. Dá? Agora, cá pra nós, a maneira como foram conseguidas é que foi de uma nojenta má fé, não foi? Apesar de que, quem gravou estava se preparando para defender o dele que estava na reta! Dá para medir força entre um tubarão e uma baleia? Será que as ditas conversas foram imaginadas “inegraváveis ou “inescutáveis” ou até mesmo porque os personagens se julgavam inatingíveis? Ou imexíveis (lembrei do ex-ministro Magri). E vazaram!
Não apenas Brasília mas o Brasil inteiro ferve com delações e gravações. As redes sociais, o Youtube, etc, estão cheios de informação.  Quanto mais se mexe na lixeira, mais sai lixo. E o povo brasileiro exige mudança nas leis, mudança na política e, principalmente, no tipo de político. Não acreditamos mais! O sistema é todo corrompido até no nível estadual! Por falar nisso, o que aconteceu com aquelas Operações da Polícia Federal aqui no Amapá? Como cidadãos, temos o direito de saber.
“A lava jato é uma intervenção no crime organizado”, Joao Guerreiro da Redebrasil.net resume, em poucas palavras, que o país está em intervenção. Como acreditar nos políticos que temos se os implicados são mais de 140! É a quadrilha do Ali- Babá e mais 100! Quantos políticos não se envolveram com a lama que sai todo dia desse esgoto?
Por esse e outros motivos, qualquer cidadão inteligente que priorize o país e a população, entenderá que defender eleições agora seria um grande risco para o país.

Quanto ao Eduardo Cunha, “um dos 60 homens mais poderosos do país”, imagine o caro leitor se ele resolver fazer delação premiada? Ou se a sua mulher e sua filha seguirem o exemplo de Nicéia, ex-mulher de Celso Pitta, que denunciou o esquema de corrupção em que o marido estava envolvido em São Paulo? Ufa! O fogueiraço vai se transformar em uma bomba atômica! 


quinta-feira, 16 de junho de 2016

O jet lag do Douglas.

Publicado no Diário do Amapá em 01.06.16

Agora que você voltou de sua viagem espacial e se recuperou do jet lag, Douglas Lima, espero que esteja com a saúde em paz com o universo, amigo. Se você tivesse aterrissado em Brasília veria que os escândalos mais recentes atingem pessoas que estiveram bem pertinho de nós aí no Amapá. Mas você escolheu aterrissar na terrinha Tucuju onde os escândalos não são diferentes. Não só você mas, eu também, e uma boa parcela de amapaenses que esperam e querem o melhor para os estudantes de nossa cidade, fomos pegos de surpresa bem no cerne do tema de meu último artigo sobre a Educação. Lá onde eu discorri acerca do nascimento de Ayumi, minha sobrinha neta. Você lembra? Confesso-lhe que, com tanta roupa suja sendo lavada na política nacional colocando em questão a seriedade de nosso país ferindo de morte a nossa economia, empurrando nossa juventude cada vez mais fundo no abismo, tirando a esperança dos pais de família de verem sua prole crescer sadia e constituir por sua vez sua própria família,  eu também, mesmo estando longe daí fisicamente (porque deixei minha alma e meu coração às margens do Rio Amazonas) eu também, repito, sinto-me tentada a me associar, quem sabe aos chineses e pegar uma nave espacial para ir bem alto apreciar tudo isso de longe, lá do infinito. Porém, o sentimento e o zelo pelo meu país não me permitiriam jamais virar as costas para os acontecimentos atuais. É assim que, com outro artigo pronto para te enviar, li, reli, rabisquei, mudei várias frases, até que estou desistindo de enviá-lo porque já me parece obsoleto face às novidades que se apresentam a cada momento na nossa suja política nacional. Naquele rabisco de artigo não enviado eu abordava a esperança que nosso povo deposita na faxina política e na melhoria da situação geral brasileira; eu conversava cá com meus botões sobre uma provável operação da PF na questão do milhão federal e dos uniformes mas, torcia para que o fato se esclarecesse e um ou outro aparecesse (esperança minha); eu divagava também sobre a hora e a necessidade de se fazerem novas eleições presidenciais, o que, no meu entender não seria o  momento certo, pois quem elegeríamos? Lula mais uma vez, que coligaria com Marina? Ou Marina, que coligaria com Lula? Ou seria com quem? E eu continuava: “o Brasil carece de opções. Quem poderia nos apontar algumas? O Brasil precisa de mudanças imediatas. Precisa atrair de volta os investidores. Não temos tempo, nem dinheiro, nem candidatos para investir em uma nova eleição agora. Que tal darmos um tempo para o país respirar e tentar levantar a economia e lavar a alma perante a comunidade nacional e a internacional? O que queremos é um país conduzido por pessoas decentes que respeitem o cidadão brasileiro. Assim, a saúde, a segurança, a Educação e tudo o mais, funcionarão melhor. Este blábláblá é repetitivo? É . Mas o prejuízo também é. E o poço está cada vez mais profundo”. Isto seria parte do artigo que não lhe enviei. Transformei-o em uma metalinguagem? Não importa.
Porém, com razão o Senador Cristóvão Buarque disse “a situação que enfrentamos é culpa de todos”. Ele pronunciou esta frase no Senado onde muitos bem mereceram escutá-la e muitos de nós aqui de fora, também. Uma frase a ser analisada.

Não, não farei uma viagem espacial, Douglas. Não irei para outra galáxia porque quero ver o resultado disso tudo aqui neste Planeta! Mas de bom grado eu colocaria numa nave espacial, sem retorno, os salvadores da pátria pré-candidatos ao cargo de prefeito que já começam a ricochetear discursos na mídia “representamos a mudança e a esperança de um povo que está cansado de sofrer” blábláblá. Ai! Poupem-nos, senhores! Discursos vazios que já caíram de moda. Ou será que alguém ainda acredita nisso? Se continuarmos a acreditar em salvadores da pátria não sairemos da mesmice. E é o que menos precisamos. Ou nunca mais nos recuperaremos do jet lag causado pela hipocrisia política.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

O Brasil está indo para o brejo.

Publicado hoje no Diariodoamapa.com.br


  Os últimos acontecimentos que expuseram nosso estado novamente à crítica da opinião nacional não são, nada mais nada menos, que o resultado da cultura da corrupção mais uma vez praticada de forma escancarada. O que estamos vivenciando é resultado de atos viciados praticados na gestão de administradores descomprometidos com o povo que formaram um grupo, o que nos faz crer depois de tantas denúncias, com a finalidade exclusiva de assaltar o estado e o povo amapaense. Ou seja: uma quadrilha!
Foi um período administrativo quase pacífico, onde tudo fazia crer que todos estavam em perfeita lua de mel. Alguém definiu como harmoniosa a maneira de agir desse grupo. Por quê? Porque não existia nenhum controle da parte de quem tinha por mister controlar os atos da administração, seja legislativa, seja executiva. Investigações, denúncias, afastamentos de cargos, prisões, habeas corpus, recondução aos cargos. Mas, como tem gente surda aos clamores do povo que, lembre-se, é o mesmo que elege, as coisas permaneceram em perfeito entendimento, ou seja, harmonicamente (faça uma retrospectiva na memória e você lembrará). Povo já incrédulo em mudanças, as ondas de assalto e de violência espalharam-se pela cidade. Você lembra do policiamento comunitário implantado em 1998 no bairro do Araxá e no Perpétuo Socorro, as áreas consideradas, na época, as mais perigosas de Macapá? Na mesma ocasião foi criado o projeto Anjos da Paz, que visava a reintegração à sociedade de jovens das gangues do bairro Perpétuo Socorro. Foi desativado pelo seu sucessor que também desprezou o Museu Sacaca. Quem frequenta esse museu,  sabe falar sobre sua situação nas administrações que sucederam a de seu idealizador.  
Na atual administração, o museu foi revitalizado trazendo de volta o prazer para seus frequentadores de relaxar em uma área verde no centro da cidade, misturando cultura e lazer. Além de ser mais uma opção para o turismo.
Para refrescar ainda mais nossa memória lembremos que a harmonia na saúde, harmonia na educação, etc, culminaram com operações policiais, entre as quais a Operação Pororoca, a Operação Mãos Limpas, a Operação Eclésia e as últimas que presenciamos recentemente vomitando a sujeira que pessoas que não têm o mínimo compromisso com o povo tentavam esconder da sociedade. Alguém sabe dizer se tem alguém preso? Ainda não??
Existe uma rivalidade mórbida entre grupos políticos diversos em desfazer os bons projetos que beneficiam a população amapaense, só pelo simples prazer de não lhes dar continuidade por terem sido idealizados e implantados por grupos rivais políticos. E quem sofre com isso é o povo. Como se não fosse o povo quem os colocasse na posição que ocupam e ao povo devem explicação.
O perigo que não apenas ameaça, mas que já está instalado na mente do povo é o sentimento de impunidade que grassa, alastrando-se no estado e no país. Triste constatação, pois os bandidos continuam tirando proveito da situação.
Temos muitas leis boas, é verdade. Nossas instâncias recursais permitem que o defensor atento explore até as entrelinhas das leis. Porém, existem requisitos a serem observados para que essas leis não fujam às suas finalidades que, em simples palavras, visam livrar a sociedade dos maus agentes públicos punindo as condutas lesivas.
Vamos lembrar e exigir de nossos candidatos e a seus comandados, que leiam e gravem: O artigo 37, caput, da Constituição Federal determina que a Administração Pública Direta e Indireta, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obederá aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência. E no inciso XXI e nos §§ 5° e 6° do mesmo artigo refere-se a outros principios que norteiam a Administração Pública (licitação pública, prescritibilidade dos ilícitos administrativos, responsabilidade civil da Administração) e o da proporcionalidade.
Como disse Joseph-Marie de Maistre, escritor, filósofo, diplomata e advogado francês (1753-1821): "Cada povo tem o governo que merece". Tenha cuidado na hora de votar para não trazer de volta o pior para o estado."

Uma coisa que adoro.

Uma coisa que adoro.
No inverno, fica tudo assim. Foto:D.B.

Os lagos

Os lagos
Pegamos nossos remos e varejões e saímos com muito cuidado para não triscar nos jacarés e sucuris. Foto: Veneide