
Biscoito da minha sogra, ostras do meu cunhado e salmão das cunhadas. Abaixo, toda a familia.










Domingo, fomos à Amiens visitar uma amiga e tinha muita neve nas estradas. Tudo estava branquinho! Com o sal que é jogado nas estradas pode-se circular normalmente. A viagem de ida duraria 1 hora mais ou menos, se não fosse a nevasca que começou a cair quando ainda estávamos a caminho. Imaginávamos que poderiamos voltar depois do almoço, porém, na hora de sair da cidade, onde a eliminação da neve das ruas deixa a desejar, constatamos que nosso carro estava encalhado, atolado na neve do estacionamento. O carro derrapava, andava um pouquinho e atolava novamente. Não saia quase do lugar. Assim, tivemos que dormir na casa de nossa amiga, pensando voltar para nossa cidade na segunda-feira. Ela nos forneceu o necessário: até mesmo escovas de dentes novas. (Ah, como é importante ter um pequeno estoque de escovas de dentes, desodorantes, barbeadores, hidratantes, etc. Aqui em casa, é assim. Sempre tem de sobra pois meu marido detesta ir a supermercado e quando vai compra de monte. Estou aprendendo com ele, rsrs). O único problema é que minha amiga francesa é alérgica a desodorantes. Detalhe, rsrs. Aproveitei para fotografar suas bonecas russas, as Matriochkas. São bonecas confeccionadas em madeira e em diversos tamanhos. Elas se abrem em duas partes e as menores são guardadas dentro das maiores.
No caminho de volta encontramos alguns veículos acidentados, talvez por derrapagem, talvez por sono ao volante. O certo é que um pouco de prudência não faz mal. Ao chegarmos em casa a frente estava com uns 30 a 40 cm de neve. E muita, muita neblina na região. Ja eram 2 hs da tarde e fui logo preparar alguma coisa para o almoço enquanto meu marido tirava a neve da entrada com a enxada para colocar o carro. Por mais bem recebidos que sejamos em qualquer lugar, ou, por melhor que seja o hotel e a viagem, confesso que não há nada melhor do que voltar para casa, não é mesmo?
Para não darmos trabalho à nossa amiga, levamos a refeição completa. Olhem a sobremesa.
Nosso carro no estacionamento em pouco tempo ficou assim:
As Matriochkas da Françoise. E não estão todas!
Saindo de Amiens na segunda-feira.
Proximo à Arras, na volta. Notem que no lado do container esta escrito Disconto. Coincidência, rsrs.
A frente de nossa casa.
Os maridos: Daniel, Gerard, Christophe e Bertrand.
Gerard apagando a vela que encontramos na hora, rsrs. O baba au rum feito pela Monique estava uma delicia e veio a calhar. Ah uma caba nesse bico!
Com Magda, ontem, na casa de Katia e de Bertrand. Quase tudo é mexicano nessa casa.
Com Katia.
El sombrero de Katia!
As pochettes para o presente de Natal: criatividade de Katia que, além de violonista é artesã e muita coisa mais. Eu so faço admirar e suspirarrrrr.
Nos paises do Norte tem cervejarias de montão…olha o tamanho da taça !
Tem Bruges, a Veneza do Norte, na Bélgica (a minha querida sogra mora na Loraine. Ela é otima companheira de viagem. Escapou da 2a guerra e agora topa todas).
Antes de conhecer meu marido, eu sempre vinha de férias à França. Daqui, minha irmã, meu filho e amigas francesas íamos para outros paises. Aproveitamos nossas férias na Europa mas, também, viajamos pelo Brasil. Um dia, conheci meu marido. Parei de viajar ? Nããão ! Ele é pior do que eu, ou melhor, ele é melhor do que eu para organizar viagens. Casamos depois de quatro anos que nos conhecíamos, viajando muito juntos, compartilhando os mesmos gostos. Aposentei-me dois anos depois de casada e, como adquirimos no Amapá uma propriedade rural linda e maravilhosa à beira de um rio cheio de mistérios, com uma floresta infinita nos fundos de nossa casa, onde adoramos nos aventurar decidimos que lá seria nossa moradia durante a maior parte do tempo (e nem me imagino morando aqui definitivamente, longe das minhas bases). Agora é a vez do meu marido se aposentar (rindo, mesmo dando gargalhadas pras paredes) e nossa bagagem já está quase pronta para a viagem. Voltaremos à Europa todos os anos por 3 meses, se Deus quiser, para visitar mãe, irmã/cunhados, na Loraine, filhos, netos, gato e cachorro (se fosse no Brasil seria periquito e papagaio, rsrs). Mesmo com todo esse rombo que a turma da harmonia fez no nosso querido Estado do Amapá, sem falar na violência e na corrupção, nem por isso preferimos a vida do lado de cá. Claro que nem comparamos. Podemos ter os dois lados, o da tranqüilidade e o do suspense. Precisamos confiar em Deus e ser prudentes. Vamos voltar, sim, e vamos viver o presente e o futuro desse Amapá tão sacaneado mas tão querido. Estamos abertos para colaborar, para ajudar a levantar nosso Estado. Não vou virar as costas para meu país e muito menos para meu Estado, para as raizes plantadas por meus pais e por mim. Por isso, como cidadã e amapaense eu exijo : quero meu Amapá de volta das cinzas!
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Sinto uma atração irresistivel pelas fazendas aqui da região. As casas são lindas e construidas de maneiras que você so vê os muros pelo lado de fora. Quando você ultrapassa os portões, você não consegue conter uma exclamação de surpresa: « Ohhhh ! Que beleza » ! Mas esse tipo de arquitetura deve-se ao clima, principalmente . Aqui é uma região onde venta muito e precisa-se proteger tanto os habitantes como os animais do frio. Os estábulos ficam situados dentro da área, ligados ou separados da casa de moradia e, no centro, como a foto mostra, nesse caso aqui, existe uma construção quadrada (fumière) onde se coloca o material orgânico (excremento de animais e palha) usado como fertilizante na agricultura. Essa é a residência e fazenda de amigos, e é a primeira que vejo ainda com a fumière. Outra curiosidade mais constante aqui são os pigeonniers, em português pombais, ( espécie de torre que vemos cheia de janelinhas dedicada a criação de pombos para a alimentação ou o correio). Na primeira guerra mundial bombardearam tudo no Norte da Europa, e, as casas aqui foram todas reconstruidas. Fico imaginando quantas belezas dessas foram destruidas.

A neve não poupou nem a casinha do passarinho !
Os campos vizinhos vistos de uma janela dos fundos da casa.
Adivinhem onde o carro do meu marido passou a noite? O retângulo foi deixado por ele (ops, ja disse).
Fazenda e campos aqui por perto.
Na semana passada, caminhando entre os vilarejos da vizinhança.Decoração natalina do lado de fora da janela e ninguém toca. Faz-me lembrar de um Papai Noel de plástico que pendurei na porta da casa em Macapá há muitos anos e que pularam o muro para afanar meu Papainoelzinho. Ladrões safados ! Perdi a confiança e não coloquei mais nada do lado de fora.
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