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domingo, 30 de outubro de 2016

A cidade e o país dos meus sonhos.

Publicado no Diário do Amapá em 27.07.16

Convido o caro leitor a dividir um sonho comigo. Mas advirto que qualquer semelhança com a realidade brasileira é mera coincidência. Então, feche os olhos porque isto aqui é um sonho, como eu já disse.
Estamos passeando pelo nosso país, nosso estado e nossa cidade. Estamos sonhando que passamos por ruas limpas, com faixas para pedestres, com ciclovias e rotatórias. Aqui neste sonho os eleitos Presidentes da República, prefeitos, governadores, senadores, deputados e vereadores só têm intenções voltadas para o bem-estar da população. Não fazem o que bem entendem com os recursos públicos nem pedem propinas dos empresários. E nem tentam subornar funcionários públicos. O povo não é obrigado a votar mas, quando vota, vota consciente.
O nosso sonho é tão real que acabamos por acreditar que as praças são limpas e seguras e que podemos brincar com nossas crianças no parquinho sem receio de sermos assaltados, ou coisa pior. Constatamos que ninguém se apodera das flores de seus canteiros nem agride os bancos e brinquedos colocados à disposição da população.
Neste sonho que estamos dividindo, as pessoas se cumprimentam e se respeitam. Não se encaram nos olhos a não ser que estejam conversando. E não estão nem aí se você se veste de roxo ou se você é religioso ou ateu porque, na verdade, o que importa é que todos cumpram o seu papel na sociedade livre.
 Na cidade dos nossos sonhos os idosos são respeitados e têm vida longa. O profissional da saúde vai até ele se o idoso não puder ir ao hospital. Eita sonho lindo! Não tem crianças nas ruas em situação de risco trabalhando ou esmolando. Criança vai à escola em tempo integral. É a melhor fase para a aprendizagem e as crianças estão abertas a tudo.
Os motoristas diminuem a velocidade de seus veículos pelo fato de ser horário de saída das crianças da escola. É raro o motorista que passa a mais de 30 km/hora em frente a uma escola. Além de ser velocidade máxima imposta por lei, criança é respeitada.
As ruas estão sempre em bom estado de conservação, os redutores de velocidade são lombadas, são canteiros dividindo e estreitando as mãos de direção para evitar a ultrapassagem forçada. Tudo para evitar acidentes. E os motoristas não reclamam de lombadas, nem de radares. Nas confluências das ruas e rodovias as rotatórias são perfeitas.
Os serviços públicos funcionam. Não podemos dizer que a cidade dos nossos sonhos seja perfeita, mas, nela, a corrupção não mata. Os hospitais são, na maioria, particulares e os médicos, enfermeiros, etc, têm dedicação exclusiva porque assim é a lei e os salários são bons. Os planos de saúde são aceitos em todos os hospitais da rede particular. Todo cidadão é aceito, mesmo aquele que não tem plano de saúde.

Pagar empregada com dinheiro público nem pensar! Quem não pode pagar os custos de uma empregada doméstica mas contrata uma faxineira para trabalhar 3 horas por semana, é considerado de padrão social médio. Na cidade dos meus sonhos, ou melhor, dos nossos sonhos o salário mínimo permite que uma empregada doméstica tenha um carrinho modesto. Maracutaias entre políticos ou alguns funcionários existem, mas em nível ínfimo. Afinal, não existe perfeição. Mas nem por isso justifica-se.

sábado, 2 de novembro de 2013

Já que se fala tanto em poesia...

Puxa! Estou bem atrasadinha com meus posts...Peço a meus leitores que não me levem a mal. Aqui, realmente, é o espaço ideal para treinar e alimentar minha veia sedenta de escrita mas que, por um motivo ou por outro tenho contido ou adiado. Depois que conheci o Faceboook, venho inserindo minha fotos de passeios por lá com algum comentário. Manter contato com meu filho foi a única razão que me fez entrar para essa rede social pois ele não visita meu blog por falta de tempo. 
Por enquanto (vejam só, já vou escapulir daqui)...Como eu dizia: por enquanto, vou deixar uma poesia de minha lavra que já tem um certo tempo. Desculpem o atraso.

O SONHO.

Minha alma fugiu de meu corpo
em uma noite de sonho.
Esteve contigo,
jogou-se em teus braços
num último e terno afago.
Então, viu no teu olhar
que por alguma razão
teus passos queriam partir
mas teu coração queria ficar...

Fui acordada de repente...
Era tão forte, tão latente!
Aí me dei conta então,
que chegara perto a morte
para livrar-me da triste sorte
de continuar longe de ti.



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Contaram e eu li...

Encontrei a galinha de ovos de ouro mas minha alegria durou pouco: o ciclope acordou com tanta fome que a transformou numa saborosa canja...Só o gato de botas mesmo para enfrentá-lo!
Então decidi que vou trocar meu pé de laranja-lima pelo pé de feijão encantado que cresce até o céu. Alguém sabe onde ele se encontra?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Liçao de vida.

Cerejeira em flor, primavera em Rouen, Normandia (Fr), abril 2009.
Lendo “O Vendedor de sonhos”, de Augusto Cury e...engravidando-me de seus ensinamentos.
Aproveitando a lição de vida do personagem principal e, comparando com a minha realidade, confesso que, eu também, depois de me perder, encontrei-me. E, como eu poderia me encontrar um dia se, antes, não tivesse me perdido numa luta desigual, contra todos os preconceitos de uma época cheia de policiamentos da natureza humana e de padrões impostos pelo sistema? Dei-me essa oportunidade ao reconhecer a minha humanidade e, sobretudo, a minha individualidade, ao aproximar-me de mim, como bem diz o personagem do livro.
Há anos cultivo o pensamento e a força da realização dos sonhos desde que, olhando as estrelas em 1975, reconheci que “os sonhos são o embrião da realidade”.
Mas, só agora “me toquei”: acabei de aprender com “O Vendedor de sonhos” que os sonhos não podem ser apenas desejos. Os sonhos precisam ser projetos de vida. “Sonhos sem projetos produzem pessoas frustradas, servas do sistema” (p.62). “Conquistas sem riscos são sonhos sem méritos. Ninguém é digno dos sonhos se não usar suas derrotas para cultivá-los” (p.63). Aprendi essa coisa importante e assim, me conheço um pouco mais. Porque a vida é uma sucessão de conhecimentos e, se não nos dobrarmos a essa reflexão permanecemos na ignorância. E a ignorância, para quem ama o conhecimento, significa destruição.
Eu tinha também um sonho especial: encontrar um grande amor. E isso eu transformei num projeto. Um “grande amor”... Alguém que me amasse e amasse as mesmas coisas que eu. Senão, eu preferia continuar sozinha. Era realmente um sonho. Tomei essa decisão e nela permaneci sem, no entanto, fazer disso o principal objetivo de minha vida. Com tranquilidade, sem pressa (depois dos 40 anos, você já não precisa se apressar tanto quando já adquiriu todas as estabilidades possíveis e educou o seu ritmo). Mas, não foi fácil, pois tive que ter paciência e não me meter em confusão. Apenas visei essa finalidade: conhecer alguém especial para quem eu também fosse especial. Conheci meu marido e, com ele aprendi mais ainda. Aprendi que realmente você precisa transformar seus sonhos em projetos de vida para que eles se transformem numa realidade duradoura. Ele é um homem tão decidido e disciplinado! Preocupado com a arrumação das idéias, ele busca o conhecimento, as origens, para realizar seus sonhos na música, na pintura, na engenharia, na marcenaria, na alvenaria, na carpintaria... Breve, em tudo que faz. Ele se engravida de suas idéias. E não pára. É pior do que eu. As vezes é preciso eu dizer: basta! Quando não estamos realizando um projeto, estamos viajando para conhecer ou rever alguma coisa que temos em mente. Agora, vou me dirigir a ele: Você tem razão, querido. O tempo é curto para tanta coisa que precisa ser conhecida e feita. Mas vamos devagar, realizando aquilo que está ao nosso alcance, na escala decrescente das prioridades.



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Uma coisa que adoro.

Uma coisa que adoro.
No inverno, fica tudo assim. Foto:D.B.

Os lagos

Os lagos
Pegamos nossos remos e varejões e saímos com muito cuidado para não triscar nos jacarés e sucuris. Foto: Veneide