domingo, 10 de fevereiro de 2008

Algum tempo em outros lugares: copa 2002

Eu e o chéri na Place des Vosges, no Marais, em Paris, tendo ao fundo a casa de Victor Hugo. (jul. 02)







Jogo da seleção brasileira, copa 2002. Nesse dia, os policiais franceses liberaram os muros do prédio do Hôtel de Ville de Paris. Aí, subimos, né!






A torcida brasileira seria quase geral se não fosse um grupo de alemães que gritava "Deutschland! Deutschland!". Franceses e brasileiros torciam pelo Brasil. Ora, depois da perda que sofremos em 98, a galera sambava no pátio do Hôtel de Ville.
Em 98, eu, meu filho e umas amigas francesas estávamos voltando de Londres no último jogo da copa. Atravessávamos o Eurotúnel quando sofremos a derrota para os franceses. Assistimos ao jogo por uma televisão bem pequena que havíamos comprado em Londres. Detalhes: no vagão, só estávamos nós de brasileiros e alguns franceses que, ao verem nosso aparelho de tv, aproximaram-se de nós. Estávamos crentes que a vitória seria nossa. Imaginem a nossa cara de tristeza depois do segundo gol sofrido pela seleção. Aí, só nos restou congratularmos os amigos franceses pela vitória...deles.
Ao se aproximar de Paris, o trem quase parou ao passarmos pelo estádio de St. Denis, pois os franceses corriam como doidos, atravessando tudo pela frente, festejando a vitória. Já em 2002, quando ganhamos o penta campeonato, a França já havia sido derrotada e a maioria dos franceses torcia pelo Brasil. Digo a maioria porque os franceses não são fanáticos, como nós. rsrsrs. E eu não vi nenhum francês torcer pela Alemanha nesse dia.

Depois da emoção do penta, um jantarzinho em Montmartre ao som da “Aquarela do Brasil” tocada pelo pianista do restaurante que, ao ver a minha camiseta brasileira, não se conteve e me ofereceu essa pérola de música. C’était très gentil! Aí, eu esqueci completamente a derrota de 98!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

De tirar o chapéu!

Piquiá, fruta do piquiazeiro, árvore cuja madeira é muito utilizada em embarcações. O arroz cozido com piquiá é uma delícia! Foto: Veneide
Buritizeiro. Seu fruto, o buriti, fornece um vinho delicioso, rico em ferro. Foto: Veneide

Não sou carnavalesca. Nunca fui. Mas sou amapaense de corpo, alma e coração.
E não sou cega. Nem insensível. Nem poderia! Vi, assisti e adorei o que a Beija-Flor apresentou na avenida exaltando as lendas, o artesanato e a natureza do meu Estado querido. Lindo, lindo, lindo. Sem comentários negativos!
Estamos torcendo pela vitória dessa escola que se empenhou tão bem e soube representar através das alegorias o que existe por esses lados do norte do Brasil.
Vamos ver as fotos e os filmes e guardar no coração essas imagens lindas.

beijos no coração desses irmãos cariocas

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Voltei com o aniversário do meu filho!


Caramba! Estou toda cor de rosa!
Meu blog ressuscitou depois de 3 meses hibernando! (Tudo isso mesmo?)
Em tempo:Feliz 2008 para todos! Muita paz, amor, saúde e felicidade.
Depois de tantas aventuras, fiz uma pausa para festejar o aniversário do meu filho no último dia 18. Valeu a pena. Reunimos alguns familiares e amigos em volta de uns comes e bebes e muita alegria. Obrigada, Senhor, por mais esse dia e esse novo ano.
Em volta da mesa meus irmãos Vanda, Armando e Vitória; cunhados Walter e Marilda; nossas amigas Mônica e Ana Fátima.
Ah, apesar de intacto, até os sofás ganharam capa branca para clarear mais o ambiente. Acho que o pessoal gostou. Ninguém reclamou.

Exatamente um ano atrás, do outro lado do oceano.


Meus enteados queridos no dia do aniversário de Robin, 16 de janeiro de 2007, na França.
A netinha ainda estava a caminho.
Meu sonho para breve: reunir todos os filhos para festejarmos juntos.
Meu marido esteva aqui até dia 07 último. Nossa vida por enquanto: dois países, duas casas, duas famílias, idiomas diversos. Rotina, nem pensar.
Estarei por lá em abril, se Deus quiser pois, o segundo netinho já vem a caminho.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Com um pouco de atraso.

Que país é esse?

Certamente você lembra da famosa pergunta do Renato Russo e de sua não menos famosa música.
Podemos ampliar o leque de questões ainda mais. Vejamos: Que pais é esse? Que políticos são esses? Que pessoas são essas? Que eleitores somos todos nós?
Respondamos então, ou melhor, tentemos responder, se conseguirmos:

O país: o mesmo de sempre, sempre explorado e inexplorado indevidamente. Porque explorado e inexplorado. Não é preciso muito esforço para descobrir quando se acompanha a história de nosso país desde sua “descoberta” até a atual corrida aos biocombustíveis e outras cositas mais (quanto a isso já estamos com um pé na frente e outro atrás, pois a propaganda está muito grande e se ampliando como se o Brasil não fosse produzir nada mais que cana, cana e cana). E as viagens de nosso caro presidente exatamente no momento político atual enquanto o povo torce para que caia o Renan! E não sonhe que a CPMF vai cair porque também não vai pois, os acertos entre os nossos caríssimos representantes para que se mantenha a estuprante e forçada contribuição já estão sendo articulados há tempos.

Que políticos são esses? Você sabe...Os mesmos que fazem os acertos contra o bolso do cidadão. Aqueles mesmos que tentam comprar seu voto, sustentam a família do vizinho da outra rua com cesta básica, enchem a frente das casas dos compadres de material de construção, distribuem cargos no serviço público, etc, etc. Não, não são todos. Aprendamos a separar o joio do trigo. Para toda regra há sempre uma exceção (você já esqueceu?). Então, esse cidadão vai reclamar para quem quando os medicamentos (ou os remédios, como quiser) sumirem dos hospitais públicos? Vai exigir segurança de quem quando o bandido assaltar sua casa? Reclamará muito menos se seu filho estiver empregado por apadrinhamento, se sua comida não faltar na mesa, se sua luz continuar sendo paga pelo dinheiro dos bobões que reclamam...como eu e você que pagamos nossas contas e nossos empregados em dia. Ora, que seja dada a oportunidade para cada homem aprender a “pescar seu peixe” em vez de encontrá-lo já pronto para engolir, dentro de seu prato! Assistencialismo nunca fez alguém progredir. Só faz acomodar as pessoas. Mas, infelizmente, isso também dá voto!

Que pessoas são essas? As mesmas que recebem tudo, citadas acima e mais aquelas que têm como barganhar um cargo para a mulher, outro cargo para a amante, outro cargo para a filha e trocar outros favores mil. E depois, ainda olham para você, cidadão honesto, de cabeça erguida e de cima para baixo como se fosse você a escória da sociedade, o pária parido pela p que pariu! Você sabe! Se não sabe procure se informar pois tudo se pode ler e ouvir hoje em dia. Afinal, a liberdade da imprensa e da comunicação atingiu seu apogeu e marcha de mãos dadas com o mundo virtual e a democracia.

Que eleitores somos todos nós? Eu, tu, ele, nós, vós, eles. Somos todos culpados: por conivência, por omissão, por votarmos nos mesmos sempre pois, ainda que a honestidade não esteja estampada na cara do candidato (ou candidata), podemos procurar conhecer um pouco de sua vida, seu comportamento, suas referências, enfim. Seria necessário a existência de um Serasa Político que fornecesse ao eleitor um raio x de cada candidato.
Ei, um bom ai para copiar essa idéia. Prometo que não vou requerer os direitos concernentes. Mas, cá para nós, você acha que a maioria do eleitor iria levar esse tipo de Serasa a sério?

sábado, 29 de setembro de 2007

Status aposentatorus ou retraite.

Minha cara de aposentada naquele rio infestado de piranhas e arraias. As piranhas só atacam se você estiver com algum ferimento. Aqui, a gente não se aventura muito, mas dá para nadar uns metros além da plataforma que construímos e onde estou sentada na foto. Foto: Rafael. set.07

Gente! Estou aposentada com portaria e tudo desde 21de maio p.p. e não postei nada sobre isso! Que descuido!
O francês chama para a aposentadoria de retraite. Já para o pessoal aqui do norte retraite, ou retrete, significa sanitário, privada, latrina. O povo do norte não está errado não pois, essa palavra significa retirado. Logo, retirado do trabalho ou retirado na intimidade para fazer aquelas coisas que só você pode fazer por você (na retrete amazônida).
No meu caso, eu estou em estado de retirada do trabalho, aposentada voluntariamente. O fato de estar aposentada parece não ter muita importância, mas tem sim. Principalmente no meio familiar. Sem contar que aquele nosso inimigo estresse diminuiu bastante.
Agora tenho mais tempo para resolver as coisas pessoais, familiares, etc. Só o estresse com isso já basta.
Tenho mais tempo também de ficar no pé do mecânico, grudada ali para ver se ele troca realmente as peças no meu velho carro, quando ele reclama algum cuidado;
Tempo para ficar no pé do pedreiro para ver se ele não deixa rachaduras num lugar quando quebra outro para reparar;
Tempo para ficar no pé do pintor para ele não pintar o portão automático junto com o muro se o portão é “impintável”!
E é claro, tempo para ir a qualquer tempo a qualquer lugar e passar dias além do fim de semana, se eu quiser.
Não me iludo. O salário diminuiu um pouco. Mas diminuíram também as despesas com roupa e combustível. E, em compensação, o filho já trabalha e o marido supre também outras cositas. E, o que é importante: sempre fui muito equilibrada, chegando mesmo a me chamarem de mão de vaca. Mão de vaca uma ova! Não vou é fazer como muita gente faz por aí: comer como galo e cagar como pato (desculpem a expressão, mas a mesma, se ainda não consta no Aurélio já deveria estar constando há muito tempo, de tão popular que se tornou).
Só uma coisa desse “status aposentatorus” não me agradou no início: ficar sem aquela rotina diária de sair para trabalhar e contactar com os colegas e de me assoberbar de trabalho. Mas isso foi passageiro pois, arranjei tanta coisa para fazer que logo me adaptei. Uma dessas coisas foi muito involuntária e desagradável: meu velho carro sofreu um início de incêndio perto da caixa de ar condicionado e eu passei pela mão de 2 eletricistas tão ladrões que, por dois meses fiquei reparando peças no meu carro que nada tiveram a ver com o incêndio. Isso me ocupou até demais e,é claro, me aporrinhou muito também.
Mas, não me impaciento mais como antes, apesar de eu ser bastante impaciente e, ás vezes intolerante. Vou levando a vida no dia a dia e botando pra trabalhar quem está por perto quando eu preciso de alguma coisa. Até eu trabalho se for preciso, rsrs. P.ex. Quando fui buscar o IPTU de um terreno na Prefeitura, o pessoal estava tão ocupado que ofereci ajuda, levando em conta minha profissão de bibliotecária, para organizar os IPTUs devolvidos pelo correio. Fui imediatamente colocada para dentro da sala junto dos funcionários e organizamos tudo em ordem alfabética, por nome de contribuinte, num estalar de dedos. Por onde ando, se precisarem de ajuda e eu estiver dependendo desse pessoal eu não penso duas vezes. Eu já fazia isso antes de me aposentar. É que eu não agüento ficar esperando. Nesses casos a ajuda é sempre bem vinda. Mas, quanto aos mecânicos e pedreiros sou mesmo um pé no saco, rsrsrs. É melhor eu ficar grudada neles do que levar prejuízo, ou voltar 10 vezes para refazer o serviço, não é? Principalmente porque muitos pensam que pelo fato de ser mulher, a gente pode ser enganada sempre. Enganam-se redondamente.
Faça acontecer o que for bom para você e para os outros, sem atropelar ninguém.
Vive la retraite!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Minha mae e sua professora de flores.

Em uma rua do centro de Belem, em sua adolescencia. Suponho estarmos entre os anos 39 e 40. Faz tempo, hem! Foto espontanea tirada por um fotografo lambe-lambe na (Tv.?)Joao Alfredo, segundo minha mae, esq. da foto.


segunda-feira, 24 de setembro de 2007

As vozes da floresta.

(dedico ao filhote de onça vítima de incêndio recente)
Foto: Veneide
As minhas estranhas…
Descobertas, recobertas, manuseadas,
Roubadas, incendiadas...

Mãe terra, floresta desvirginada.
Outrora, feliz, isolada, inexplorada.

Irmão índio, irmã onça,
Insetos, aves, serpentes, lagos, rios...flores.
Todos irmãos, filhos e filhas
Em harmonia, em sintonia, dependentes.
Cantos, urros, silvos...perfumes.

Já não tenho forças para perguntar:
Por que me entranhar?
Por que me esquartejar?
Nada mais compreendo.

O segredo é ficar em segredo
Da curiosidade vil dos passantes,
Que, perdidos no que fazem,
Procuram por todos os meios
Ocupar, explorar, exterminar
Sem tudo isso muito a sério levar.

Só meus irmãos e meus filhos compreendem
A angústia que transmite o farfalhar de minhas folhagens,
Pois essa angústia é também deles.

Ah, se eu pudesse mover meus pés...
Mas não posso. Estou enraizada nesse solo!

Assim, antes que me calem por completo,
Faço ressoar os sons de minhas entranhas
na imensidão complexa do universo desses versos.
E que meus gritos encontrem eco em corações conscientes
Que reconhecerão então sua própria voz,
E não poderão mais calar...estranhar.
Doentes...ausentes...ventos dementes...shshshshshshshsh


Veneide, 24.09.2007

domingo, 23 de setembro de 2007

Museu no norte da França.

Aqui, ano de 1895. Porém, no inicio da década de 60, do sec. XX, quem estudou no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, em Macapá, sentou em carteiras assim. Fatos e coisas da vida de outras pessoas que se repetem em nossas vidas, ou se mantém.
E nós. Sera que deixaremos vestigios para nossos bisnetos conhecerem a maneira de viver atual? O amolador de facas e tesouras. Esse meu marido é muito presepeiro!
Engenhocas de lavar roupa suja. Precursoras de nossas atuais máquinas infernais que fazem tudo.

Agora, para fechar o pacote: uma boquinha com um prato francês bastante substancial. Sem entradas. Ou você não termina o prato principal. Para acompanhar, uma boa cerveja do norte francês que é uma região que fabrica todas. Nada de vinho hoje, mademoiselle. Merci beaucoup. Une blonde et une brune, svp.

sábado, 22 de setembro de 2007

Hallstatter- Austria, idade do bronze.

Hallstatter, antiga mina de sal datando da idade do bronze. Hoje, local pitoresco a beira de um lindo lago.
Desculpe não haver tradução. Meu alemão so serve para dizer bom dia e olhe lá.

Sapatos datando de 800 a 400 a.C.
Nós fomos de carro, parando e acampando entre vinhedos e plantações. Genial! É claro que, depois, recolhíamos a bagunça espalhada.


Uma coisa que adoro.

Uma coisa que adoro.
No inverno, fica tudo assim. Foto:D.B.

Os lagos

Os lagos
Pegamos nossos remos e varejões e saímos com muito cuidado para não triscar nos jacarés e sucuris. Foto: Veneide