quinta-feira, 8 de março de 2007

Nosso dia especial

Nesse nosso dia especial, quero desejar a todas as minhas amigas muitas felicidades. Isso é um resumo, pois sabemos que nosso dia a dia não é fácil.

Continuemos lutando para alcançar nossos objetivos juntamente com nossos companheiros e nossa família. Isso é que importa.
Beijos

Veneide

segunda-feira, 5 de março de 2007

Estado desprezado

As águas de março realmente crescem. Chove muito. Aqui no Amapá, os políticos não se conscientizam que, para se atrair investimento e se tornar um local habitável é preciso dotar o Estado de um mínimo de infra estrutura. E assim é que, a cada ano, o mesmo fato se repete: estradas péssimas, cheias de atoleiro e buracos.
Nas cidades, a situação não é mais confortante. Os esgotos transbordam, as ruas além de esburacadas, ficam alagadas. Os alagamentos tornaram-se freqüentes devido muitas vezes ao aterramento que foi feito nas ressacas que rodeiam a capital para onde convergia o excesso de água na época chuvosa. Foram tantas as invasões que se fizeram nesses locais que, quando não é o povo que aterra, é algum político esperto querendo à força instalar pessoas aí para no futuro ganhar seu voto. O Estado e o Municipio enfraqueceram. Os dirigentes oportunistas de plantão nada fazem visando a campanha eleitoral. Se eu e você não votamos num pilantra qualquer, alguém vota e consegue elegê-lo.

Precisamos voltar à sala de aula e aprender alguma coisa sobre política e civismo.

O amor de Maria

Maria se aproxima e diz:
"Sou como você: Não sou só. São muitas em mim".
Vulcão! Explosão.
Calmaria. Tristeza.

Volta ao passado. Solidão?
Não! Nunca mais!
Partiu e deixou partir.
O sofrimento... jamais.

O pensamento divaga, longe no tempo,
Vejo lágrimas em seus olhos:
Ela diz:"Ah, meu amor, você não me mereceu"
Sofrerá Maria ainda desse mal?

Enfim, com o tempo ela venceu.
Liberou o eu. A alma e o coração.
Mas não esqueceu o tal.
Tamanha foi a desilusão...

domingo, 4 de março de 2007

Aprendizagem

Bom dia a todos.
Enfim consegui postar algumas fotos.
Só estou com dificuldades para inserir fotos na janela da postagem, junto com textos. Estou tentando. Não desisto.
Toda ajuda será bem vinda.

Desejo a todos um bom domingo cheio de vinho branco (para os que curtem) e muita paz e amor.
abraços
Veneide

sábado, 3 de março de 2007

O caseiro folgado

Fui ao rio,
Que desafio!
Peito tufado,
Rabo empinado,
Encara-me o empregado.

Pede aumento.
Não agüento
Tanto tormento!

Olho ao redor
Mato crescendo.
O barco faz dó!
Lona apodrecendo
Uma sujeira só!

A pele mais preta,
Brincou os bois do vizinho!
E a barragem na espreita...
A pistola da vacina na gaveta,
Tudo sujinho.
Me aporrinho!

Morcego farreia no forro.
Goteira de um ano não reparou,
Mas a arrogância ele aumentou.
A cerca, enfim, concertou.

Quer aumento? Vai aumentar sim,
Mas a hostes daquela q.p.
Chamo outro e titularizo assim:
Tome conta. O lugar é seu, meu rapaz.
Volto em paz.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

De fininho

Ops! As visitas estão chegando.
Agradeço aos amigos e lhes dou as boas vindas. Venham sempre.
Entristece-me o fato de privar-me por uns dias dessa leitura por necessidade de ausentar-me. Para onde vou, não existe Internet, nem mesmo luz elétrica. Nem tudo é civilização.
Na volta, a alegria de lê-los vai ser triplicada pela saudade, pela curiosidade e pelo prazer.
Até muito breve.

Abraços
Veneide

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Auto charada

Fingindo estar limpando o mato seco. jul.03


Em um local na mata amazonica, no Amapa. dez. 02


Paris, sobre a Pont Neuf. jul. 02

Sou como um rio que corre calmo no seu leito,
Águas de marés a tal ritmo sujeito.
O que existe no mais profundo m’eu?
Obscuro.

Sou como um rio de águas límpidas e cristalinas
Do qual sou a única navegadora. As meninas?
Irmãs e irmãos cada um no seu curso.
E discurso.

Sou rio, sou vaso, sou flores, sou amores,
Veia de fada, gosto de feiticeira, dissabores,
Encantada, desencantada, desprezada, amada,
Rejuvenescida, crescida, e como...solicitada!

Não sou só. Não estou só. Estão muitas em mim.
Pareço fraca? Ledo engano. Que tentação! Eu!
Acontece, porque quero. Porque corro. Porque pego.
Agarro como a última tábua de salvação. É meu!

De minha autoria
Veneide, 25.02.07




Divagações

"Não importa a quantidade de pessoas à mesa. O que importa é a qualidade do jantar." Veneide, 4h. de 25.02.07

"Mas o jantar será sempre bom se acompanhado da pessoa amada". Veneide, 10:18h de 25.02.07

"Os sonhos são o embrião da realidade". Veneide, qualquer dia e mês de 1975.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

A volta 2

Sou uma esperançosa, mas não quero ser uma eterna esperançosa. Primeiro, porque não sou eterna. Segundo, porque quero que a esperança se transforme na real certeza de que as pessoas entenderam enfim, qual o seu papel na conservação da natureza, da qual têm sido o maior depredador. “O homem é o lobo do homem”, mas, transferindo seu ataque para a natureza tem destruído, consciente ou inconscientemente, o que existe de mais básico para a sua sobrevivência.
Quando se percorrem os rios da Amazônia, onde existe alguma comunidade instalada, ou a exploração de alguma atividade, nos locais nos quais foi derrubada a mata ciliar e não se construiu qualquer proteção, o que se vê é a degradação das encostas e barrancos. As águas deslocadas com o movimento das marés e o vaivém dos barcos, batem contra as encostas provocando a queda da terra. Como resultado, dentre outras conseqüências desastrosas, ocorre a perda de terreno, formando-se “praias” nas beiras dessas encostas. Como se não bastasse, nesses locais geralmente cresce um tabocal tornando difícil o acesso às margens e propiciando o esconderijo de cobras peçonhentas, que vêm se esconder aí para dormir. E as cobras dormem durante o dia, quando o homem está em plena atividade, não sendo portanto, raro, os acidentes provocados pelas mesmas.
A mesma situação ocorre dentro do campo, quando alguém um dia derrubou a mata original para fazer uma roça, ou explorar a madeira existente, depois a abandonou para fazer outra adiante, deixando à mercê da natureza de instalar os tabocais e as ervas daninhas. A terra, antes úmida com a presença das sombras das árvores, torna-se agora ressequida, porque o homem destruiu as árvores protetoras outrora existentes. Você não sente mais o cheiro das folhas e rebentos que se desprendiam da floresta. Você vê a desolação e sua alma fica entristecida...
Voltando ao assunto das encostas, em frente às casas onde possuímos um terreno, temos tentado combater a queda da terra construindo barragens de madeira desde 2003. Idéia de meu marido que atualmente já mostra seus frutos.
Quando chegamos lá, uma das primeiras coisas que fizemos após a reforma da casa, foi construir uma barragem em frente à mesma, pois a terra havia cedido tanto que os esteios da frente, ou estavam pendurados, ou já tinham caído junto com a terra.
O interessante é que, na cultura do povo do local, eles “mudam” suas casas quando isso acontece, construindo outra casa mais para dentro, ou seja, mais para trás da antiga casa que começa a cair junto com a terra. Lembro que algumas pessoas nos cobravam perguntando se a gente não ia construir uma casa nova. Acontece que a velha casa que resolvemos reformar é muito boa. Seu antigo proprietário a construiu com muito bom gosto e boa madeira. Quando reconhecemos isso, eu e meu marido achamos melhor e mais proveitoso, construir uma barragem em vez de construirmos uma nova casa. Levantamos a frente dela recolocando esteios e, com a barragem, a terra parou de cair e a própria água está depositando terra para dentro dela corrigindo o desnível pouco a pouco Mas, para conseguirmos isso, cortamos o acesso à frente da casa aos animais pesados colocando cerca de proteção ao redor da mesma ou na beira dos terrenos, só deixando corredores cercados que levam ao rio, que chamamos de bebedouros, onde os animais descem durante o verão para beber água. Também plantamos algumas árvores próximo as ribanceiras.
A cada ano, quando as águas começam a subir no inicio do inverno e quando começam a baixar no inicio do verão, revisamos a barragem, arrumando onde é preciso. Quando estive lá a semana passada, comecei outra barragem mais adiante com os empregados.

P.s. Acabo de descobrir este site que só vem me confirmar que estamos agindo corretamente: http://www.sema.rs.gov.br/sema/html/mataciliar.htm

"Ela"

"Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor."(...)

Trecho de "Ela", primeiro poema de Machado de Assis, escrito quando tinha 16 anos, publicado na revista Marmota Fluminense, em 1855.

Uma coisa que adoro.

Uma coisa que adoro.
No inverno, fica tudo assim. Foto:D.B.

Os lagos

Os lagos
Pegamos nossos remos e varejões e saímos com muito cuidado para não triscar nos jacarés e sucuris. Foto: Veneide