sexta-feira, 8 de abril de 2011

Estreantes na poesia da boca da noite.

Hoje foi meu batismo e de meu marido na Poesia da Boca da Noite. O encontro foi na casa do poeta Cléo Farias de Araújo com muita gente simpática. Cultura engrandece o espírito! Aqui estão algumas fotos só para ilustrar o post enquanto atravessamos o oceano nesse fim de semana. Eu e meu marido estamos aguardando a publicação do post de Alcinéa sobre esse encontro.

domingo, 27 de março de 2011

Peço vênia para repetir aqui essa oração de minha autoria.

Oração de manhãzinha (25.02.09)

"Deus todo poderoso,
No silêncio desse dia que se inicia
Olhando para o céu acinzentado
Dessa manhã de quarta-feira de cinzas,
Quero te pedir, Senhor,
Que me permitas degustar novamente
O mesmo doce frescor da manhãzinha
De quando eu era menininha.

Faça chuva ou faça sol, não importa.
Quero ter o prazer de sentir
O ar dessa nova manhã
Bater no rosto com o aconchego do bom dia.
E sentir, Senhor, a tua presença.
Ver nisso tudo a certeza
Da vida em harmonia.

Quero a paz de espírito
Que sempre me alegrou.
Quero a paz mesmo sabendo
Que nem tudo eu pude
Nem tudo eu posso sozinha...

Que as coisas pendentes
Que eu não consegui realizar,
Seja por ignorância, seja por inércia,
por interferência vil de terceiros
ou por excesso de honestidade
Não venham, Senhor, tirar a minha paz.

Quero respirar o doce sopro da manhã,
Senti-lo dentro do peito.
Depois, adentrando fundo na espinha
A me possuir por inteiro
A benfazeja bênção de bons e agradáveis dias.
Ter a certeza, Senhor, que,
Para ser feliz, basta viver
Dia após dia, com o espírito
Em harmonia com o teu querer.
Amém!"

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Ilusão e coisas pitorescas. O que você diria dessa imagem dos pneus?

Eu disse para meu marido quando tomávamos o café da manhã na nossa varanda na frente da casa: “Veja, o Toni colocou os dois pneus no mesmo esteio”. Ele caiu na gargalhada e me disse: “E conseguiu amarrar por baixo”. Só então eu percebi que o pneu de baixo era o reflexo na água do pneu real pendurado. Ahahahahah! Levantei da mesa dizendo: “Isso merece uma foto”! A água estava tão calma de manhã cedo que víamos tudo em dobro.



A lancha que transporta as crianças para a escola.


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Escolheu o lado errado para circular, hem motora!

Trecho da estrada entre São Joaquim do Pacuí e Macapá e imperícia do motorista. Resultado: uma viagem que deveria ser de 4 horas no máximo, durou 11 horas por estranhas idéias que passaram pela cabeça do motorista duas vezes seguidas, com 15 minutos de diferença entre deixar o carro pendurado em um buraco e quase virá-lo em uma vala lateral onde o mesmo ficou atolado e os passageiros tiveram que sair pelas janelas! Vá adivinhar o que esse homem imaginou para escolher o pior lado da estrada para passar quando vemos que circula toda espécie de veículo e não havia nenhum atolado ou pendurado em buraco profundo! É bem verdade que a estrada é um horror mas, com calma e prudência se passa bem (e ele já havia passado pela mesma estrada no sentido Macapá-Cutias algumas horas antes)!

Havia um enorme buraco e a traseira do ônibus "sentou" na terra sem chance de sair nem para a frente nem para trás. Duas horas de tentativas com a ajuda de caminhões em vão. Até que às 7 da noite o ônibus que vinha de Macapá para Cutias nos tirou do buraco num estalar de dedos.

Quinze minutos depois do primeiro acidente o motorista escolheu colocar o ônibus numa vala lateral e se deu mal: era areia fofa e o ônibus ficou atolado. Antes ele não tivesse saido das buraqueiras do meio da estrada...Ficamos aí na beira do caminho até quase meia- noite! Por acaso, um ônibus particular nos tirou dessa enrascada e pudemos enfim, voltar para Macapá onde chegamos à 3hs da manhã.



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Nosso pomar de frutas tropicais.

Sempre pensamos em fazer um pomar para nós no nosso terreno rural. Mas não é fácil quando não existe boa vontade dos empregados e os patrões estão sempre ausentes. Agora que nossa presença é mais permanente e que meu marido decidiu enfim derrubar um pequeno tabocal existente próximo à casa, estamos preparando a cerca para evitar que os porcos do vizinho e o nosso gado comam nossas plantinhas. Já começamos a plantar algumas mudas de coqueiro, de graviola e de banana. Enquanto a cerca de arame não sai pedimos ajuda do nosso caseiro para fazer proteções de taboca para as plantas. Reconheço que é uma verdadeira obra de construção: além de ser rápida, sem custo e segura. Veja nas fotos a eficiência das cerquinhas de taboca e a inteligência do homem da Amazônia. Isso nos demonstra mais uma vez que o nosso homem do interior não precisa das tecnologias da civilização. Imagine o nosso índio que sabe viver em perfeita harmonia com a natureza!


Não! Esse não é o Tiririca. O chapéu até que parece ser o mesmo mas não é. O caseiro pintou com tinta a óleo para evitar que a água da chuva penetre na cabeça inteligente dele. Veja só! Confesso que eu não teria a mesma idéia que, aliás, achei ótima!

O ajudante do caseiro. Diz ele que tem sete mulheres e sete filhos. Ah caboclo danado! Será que esse aí pula a cerca? Quase que eu falei pra ele que sete é conta de mentiroso, rsrsrs.

Os 3 cajazeiros olhando o nosso trabalho com a taboca.

Brincando de esconde-esconde com todo esse rabão de fora.




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sábado, 12 de março de 2011

Passando para dar um bom dia!

Quase sumida no meio rural mas em grande atividade, vim à terrinha por alguns dias. Tentando postar, porém brigando com a conexão. Enquanto isso, deixo meu abraço aos amigos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Curtas.

Quando minha primeira cangula alçou vôo toda faceira rindo para o sol senti-me a própria!

Aumentei o sal de minhas lágrimas para não esquecer aquela afronta, mas o açúcar do teu doce sorriso enfraqueceram minha dor.

Talvez um dia eu me arrependa mas, por enquanto, vou vivendo profunda e loucamente: o futuro a Deus pertence.

A menina chorava porque não tinha uma boneca. A mulher estéril já não tinha lágrimas de tanto lamentar sua fonte seca: um filho quem me dá um filho?

Vou para o mato na beira daquele rio com boas leituras na maleta e meu note para escrevinhar alguma coisa. Sumir por uns tempos da civilização, da Interlenta e do trânsito caótico de nossa cidade. Desejo a todos um ótimo fim de semana!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Contaram e eu li...

Encontrei a galinha de ovos de ouro mas minha alegria durou pouco: o ciclope acordou com tanta fome que a transformou numa saborosa canja...Só o gato de botas mesmo para enfrentá-lo!
Então decidi que vou trocar meu pé de laranja-lima pelo pé de feijão encantado que cresce até o céu. Alguém sabe onde ele se encontra?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nossa vidinha aqui em Macapá é boa...

Bonjour à tous ceux qui nous visitent depuis la France! Après la grande aventure du voyage, nous voilá en pleine détente. Regardez les belles piscines (avec des vrais cocotiers!) que nous frequentons avant de partir à la ferme et quelques photos de l’anniversaire de Rafael. Sans compter que nous profitons de la temperature et de l’ambience pour sortir les soirs. Cela fait du bien, non ?

A semana está passando rápido. Estamos assim por aqui: piscina, aniversário do Rafael dia 18 e coisas sem muita importância mas que precisam ser feitas. Aqui estão algumas fotos para a família e os amigos verem lá na França e os amigos daqui de Macapá também.

Non, non! Au fond, c'est pas moi!

Je suis la, eheh!


Merci, mamie Adele pour le champagne!
Eh non! Le liquide c'est plus important que les verres!
Ma soeur Vitoria, son mari, Rafael et des amis.




domingo, 16 de janeiro de 2011

Estrada Oiapoque-Macapá: os fatos se repetem.

A família, na Lorraine e no Norte, já deve estar desistindo de acessar esse blog para ver as fotos de nossa viagem. Desculpem o atraso mas, aqui no Amapá, o centro do globo terrestre, as coisas desandam, viram fantasmas, evaporam-se. O respeito pela coisa pública foi esquecido. Aqui, onde deveria convergir todo o progresso e a cultura do mundo, onde deveria ser fácil de se investir no desenvolvimento por ser um Estado jovem, é onde se abrigam os políticos mais inescrupulosos e pessoas coniventes que, mesmo morrendo por culpa ou omissão de agentes públicos, estão vendendo seus votos. Se a patifaria se instala no mais alto escalão do poder, como se pode exigir que o povo seja ordeiro? O resultado é o que vemos atualmente: pessoas incrédulas, poderes desacreditados! Então, como recuperar a confiança dessas pessoas? Seria através das boas ações voltadas para a população e exemplos, aliados à exigência e à aplicação da lei? Só vendo para crer. Quanto à nossa viagem entre o Município de Oiapoque e Macapá levaria o tempo normal, entre 10 e 11 horas de ônibus, se não fosse aquele famoso trecho sem asfalto de quase 200 km de estrada e algumas pontes quebradas. (Num post anterior de novembro mostro a situação de uma ponte queimada no Cassiporé às vésperas de minha viagem. Tivemos que sair do ônibus de madrugada com nossas bagagens e atravessar a ponte em fumaças para pegar outro ônibus que nos aguardava do outro lado). Dessa vez, dia 08 de janeiro ultimo, nosso atraso deveu-se à uma longa ponte quebrada no distrito do Carnot que impedia a passagem de carros grandes. Chegamos lá por volta das 15 hs. Só que não tinha ônibus nos aguardando do outro lado da ponte: tivemos que esperar mais de duas horas pela chegada do ônibus que tinha saído de Macapá, e estava atrasado também por causa da condição péssima da estrada. Só continuamos viagem depois das 17 hs por baixo de um chuvisco intermitente. No Carnot, fui informada que o distrito estava sem energia elétrica por mais de um mês! Hoje, acredito que já consertaram a ponte quebrada do Carnot. Quanto à ponte queimada do Cassipore, já construíram outra pois a reconheci quando passamos por ela. Mas não deixe de vir ao Amapá via Oiapoque por causa desses fatos. Todos os dias muitas pessoas fazem esse percurso sem incidentes graves. E passa-se por belas paisagens. Basta uma boa dose de paciência e, é claro, de espírito aventureiro. Só dou dois conselhos: não confie cegamente nos condutores de carros piratas pois eles correm muito, mesmo que você peça para não ultrapassarem 90/100km/hora, e, fique de olhos bem abertos na travessia do rio Oiapoque. O tráfico é intenso e nem sempre os pilotos das lanchas têm 100% de visibilidade. Proteja-se com a prudência.
A ponte sobre o rio Oiapoque do lado brasileiro.

O onibus tambem transporta a mandioca para fazer a farinha.

Casa de farinha. Bela imagem captada por meu marido.
Algumas horas depois de havermos saido do Oiapoque, na localidade de Carnot havia uma ponte quebrada e a carreta de combustivel caiu no rio. Felizmente estava vazia.
Foi por isso que carro grande não passava e tivemos que carregar as bagagens para o outro ônibus que chegou 2 hs depois.

Como sempre, essas viagens me reservam boas surpresas: encontrei um de meus primos que nao via fazia um bom tempo! Caminhoes de outro primo.

Nós , passageiros da aventura sobre rodas.

Uma coisa que adoro.

Uma coisa que adoro.
No inverno, fica tudo assim. Foto:D.B.

Os lagos

Os lagos
Pegamos nossos remos e varejões e saímos com muito cuidado para não triscar nos jacarés e sucuris. Foto: Veneide