domingo, 18 de fevereiro de 2007

A volta 1

Não foi por acaso que escolhi o nome ocasional para meu blog, rsrs. Sem dar notícias desde o dia 24 de janeiro, lembro agora minha volta para Caiena, na Guiana Francesa, pelo vôo da Air France, com uma duração entre 8 e 9 hs. Após a travessia do Oceano Atlântico cheguei em Caiena, indo imediatamente ao hotel, não sem antes telefonar para o marido e o filho para dar notícias. Na manhã seguinte, após checar o bilhete de volta junto a companhia aérea que me transportaria para Macapá, só precisei aguardar a chegada do táxi contratado para me levar ao aeroporto de Rochambeau. Após a travessia, dessa vez mais curta, da região fronteiriça com o Brasil, e do Rio Oiapoque, cheguei enfim às minhas bases depois de quase 3 meses de ausência.
Aqui, deparei com a realidade brasileira: carnaval, big boster, desculpe, big brother, violência urbana, mas também, o prazer de reencontrar meus familiares e amigos. À noite, direto para o jantar e baile de formatura de meu querido irmão Armando.
Na semana que se seguiu, fiz alguns contatos, realizei coisas pendentes, voltei a academia para retomar a malhação, continuei as caminhadas, etc. Na França, eu caminho com meu marido, bastante, mas toda coberta. Aqui é tudo light. Coloco uma bermuda, uma camiseta, o tênis e pronto. Suo pra caramba, só com isso. Rsrs. Temos uma mini academia em casa, mas não sou muito persistente. Prefiro ter mais gente ao redor.
Continuando meu relato, volto à semana de meu retorno ao Brasil. Recebi o meu sobrinho Adriano, (14 a)., para o fim de semana. Adriano desde os 10 anos de idade é meu companheiro de estrada e de caminhada. Ele sempre pega a estrada comigo dividindo o receio de ficarmos atolados na época do inverno ou de cairmos em um buraco de um metro de profundidade. Certa vez, ficamos em maus lençóis quando tivemos um problema com o bico de um pneu traseiro. Apesar de sabermos fazer a troca do pneu, a boca da chave estava cuspida e, só com a ajuda de 2 funcionários da empresa que faz o transporte de pinho e eucalipto é que conseguimos seguir caminho. Com a ajuda de um machado, eles apertaram a boca da chave e fizeram a troca para nós. Mas, confesso que, quando os vi tirar o machado da carroceria da caminhonete deles, pensei na série“Sexta-feira 13”. Humor negro, a beira da estrada isolada. Rsrsrs. Não posso dizer q minha vida não é povoada de emoções.
Após passar alguns dias no meu ninho brasileiro, peguei o ônibus dia 9 último rumo ao Rio Araguari. De carro pequeno, nessa época de chuvas, só depois de uma boa revisão (atenção: na sua ida e na sua volta), pois quem conhece nossas estradas sabe que nossos governantes não levam a sério o asfaltamento. Após a chegada ao meu destino, naveguei 1h e 20 min., chegando ao meu recanto bubalino, e, por que não dizer, às vezes povoado de ofídios, peçonhentos ou não, onde o silêncio, rei absoluto, só é cortado pelo barulho do motor de um barco que passa, ou pelos gritos e cantos dos animais, dos quais, o urro inconfundível e ritmado do singe hurleur, a nossa guariba, que você pode entender até 3 km de distância.
Vou ficando por aqui dessa vez. Mas, antes, pense nisso:

Não deixa jamais teu espírito inativo. "Um espírito dorminhoco é a oficina do demônio. E o nome do demônio é Alzheimer!”

Até breve.

Um comentário:

david disse...

Gosto de ler sobre as experiências dos outros, principalmente porque relembro algums "roubadas" que já passei neste mundo.
espero as próximas pereipécias.

Um abraço,

David

Uma coisa que adoro.

Uma coisa que adoro.
No inverno, fica tudo assim. Foto:D.B.

Os lagos

Os lagos
Pegamos nossos remos e varejões e saímos com muito cuidado para não triscar nos jacarés e sucuris. Foto: Veneide