sábado, 21 de novembro de 2009

Felicidade é...

As viagens pelas estradas, por mares e por ares, passaros, bufalos, peixes e cachorros, tudo isso povoando meu mundo me deixa pra la de feliz. E essa felicidade se completa quando tenho o marido e o filho por perto. Mas, fico mesmo so alegria quando a familia inteira esta bem, gozando saude e alcançando sucesso. Amanhã é o aniversário do Armando, meu irmão. Onde vai ser Mandubé?

Obs: Você que me lê discretamente, deixe um comentário em qualquer idioma. Ficarei mais feliz ainda. Tenha um otimo domingo.

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A cadelinha daqui de casa: uma sujeita inteligente e levada da breca.

E aqui esta ela...

Eu prometi e trouxe… Só que essa cadelinha é muito assanhada. Ela viu que eu ia fotografá-la, começou a se jogar no chão e se abrir toda. Não preciso contar que suei para conseguir umas fotos (com esse tipo de modelo o fotógrafo tem que ser bem pago). O nome dela é Tas, de demônio da Tasmânia porque ela devora tudo. Devorou metade do assento de uma cadeira da cozinha (acabei de reformar. Quem? Eu merma, ora). Devorou os pegadores do meu armário da área de serviço e até um pedacinho do para choques do carro do meu filho. Não pensem que a gente deixa a danada com fome. Ela come pra caramba! Ela é proibida de entrar em casa. E quando a gente, por descuido, deixa a porta um pouquinho aberta, ela empurra e entra correndo igual uma bala. Descobri que, se sacudirmos uma sacola de plástico na direção dela, ela volta correndo para o quintal. Eheheh. Mas ela é também muito inteligente: tem um latido para cada situação e me avisa quando esqueço de fechar a bomba d’água que, aqui em casa, não é automática. Quando vamos colocar o laço ela se joga no chão à espera, toda dócil.

Fuçando o gramado e fazendo esportes


Toda dengosa e fogosa.


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sábado, 14 de novembro de 2009

Umas e outras do dia 12 para cá.

Gado vacinado. Bezerros brincados e ferrados. Muito peixe.
Fotos recentíssimas. Por onde andei, na estrada e no rio, encontrei tudo isso. Eu ficaria muito alegre se voce deixasse suas impressões sobre as fotos.

Passando pelo Curiaú às 6:30 da manhã não consegui resistir a uma paradinha para fazer umas fotos.


Trecho da estrada entre S. Joaquim do Pacui e Cutias, onde o inverno promete.


Nascer do sol com muita fumaça no Rio Araguari, ao lado de nosso cantinho rural.

Que belo fogo para ferrar os bezerros maiores! Fazendo a marca da fazenda na orelha do bezerro.
Por trás da casa temos florestas, lagos e animais.
Pela frente, temos o rio e muito peixe.

Seu Antonio zurucando o mururé para o peixe "correr" para a malhadeira. Voce sabe o que é “zurucar”? Não, não é uma palavra italiana nem alemã. E uma palavra que, na língua dos ribeirinhos daqui da região significa bater na água para o peixe correr para a malhadeira, ou seja, “desentocar o peixe” quando a pesca está fraca. E não é que o peixe aparece mesmo?


Sem esquecer de certos visitantes que assustam. Essa cobra caninana é uma surradeira muito ligeira. Ela é capaz de comer as cobras peçonhentas de tão rápida que é.
O nascer do sol, hoje, visto do barco.

Entre Cutias e Gurupora.

Gurupora e Corre Agua.




quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ja vou pro mato.

Estarei saindo daqui a pouco para vacinar o gado contra a febre aftosa, mas, antes, vim alimentar o macaquinho Simão aqui ao lado. As vezes, fico com a consciência pesada quando lembro que, mesmo com a banana aos pés do bichinho, deixo de clicar em cima e de alimenta-lo. Ele fica todo alegre quando recebe um carinho. Quem não fica, nao é mesmo? Ah, lembrei que irei também abastecer a pança da budoguezinha antes de sair. A dita cuja é uma cadelinha toda pequenina e rechonchuda , mas tão carinhosa e manhosa que vcs nem imaginam (tem uma boca enorme que roi tudo, por isso, meu filho deu-lhe o nome Tasmania) . Ela se joga no chão toda prosa pra receber carinho. As vezes, ela empaca que nem um burrico quando sente que vamos coloca-la de volta no cercado. Hum, hum! Não estou encontrando foto dela. O cachorrinho da pesquisa do windows já acenou pra mim, sentou e já esta roendo o osso. Não falem nada mas acho que não temos foto dela nesse computador. Que falta grave! Vou providenciar. Por enquanto: "fica para outra vez".


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domingo, 8 de novembro de 2009

Nossos momentos, amor e tomates vermelhos.

Secret Moments II Alfred Gockel
Você veio chegando devagarzinho, aproximando-se, e, sem me virar mas sentindo sua presença, continuei a cortar os belos tomates vermelhos que acabara de lavar para fazer a salada do jantar. Sentindo sua respiração na minha nuca seus dedos penetravam por baixo dos meus cabelos levantando-os num carinho que me deixou loooouca e mais vermelha do que aqueles tomates. No dia seguinte ... você me acordou com o café da manhã quando o sol já entrava pela janela do quarto.


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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cartão postal de Macapá em frente ao Rio Amazonas?




O que é para ser elogiado deve ser elogiado: a equipe da Prefeitura de Macapá tem feito um trabalho de limpeza digno de elogios. Mas, pelo menos, alguém dessa equipe precisa dar atenção à praça em frente ao Trapiche Eliezer Levy às 6 horas da manhã e esperar um pouco para assistir à chegada de certos personagens alados, assíduos frequentadores das lixeiras. Eles se reúnem todos os dias nos restos que os vendedores ambulantes de comidas e bebidas e mais não sei o que deixam nos frágeis sacos no chão e, pasmem: em cima do rebaixamento da calçada reservada por lei aos deficientes. Isso mesmo, em local duplamente protegido e que era para ser o mais limpo do mundo: a orla do mais famoso e cobiçado rio do mundo, o Rio Amazonas. Sem falar que deveríamos cuidar com carinho pois somos a única capital construída às suas margens. Ribeirinhos que somos todos, se não for adotada uma medida urgente para coibir a continuação dessa lixeira a céu aberto em frente à cidade, estaremos ganhando o “troféu da sujeira” numa época em que se realiza um Congresso Internacional de Direito Ambiental aqui nessas mesmas margens. E esse lixo acaba indo, inevitavelmente, para o Rio Amazonas. Lixo que o vento, os urubus e os porcos vão se encarregar de transferir para essas águas tão cobiçadas por todos e tão desprezadas pelo seu próprio povo. Como macapaenses e como cidadãos que primam pela limpeza não devemos aceitar isso.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vida na mata

Borrega, entre as folhagens do genipapeiro ao lado da casa aguardando o peixe.

Ariramba olhando para mim do poste da ponte na frente da casa tambem esperando o peixe no rio.


Curicaca, mariscando no quintal da casa.

Desculpe o atraso. É que não saio mais do mato! E lá não tem telefone para acessar a Internet. Você já imaginou a falta de respeito de um certo cidadão, empregado de meu vizinho lá no mato: o patifão é o suspeito nº 1 do sumiço do marco de direção que divide nosso terreno e que fica no meio da floresta. Já registrei a ocorrência na polícia da localidade e fiz logo uma pequena cerca para proteger o local do marco. É assim por aqui com certas pessoas que pensam que não tem lei e cujo patrão acoberta patifarias simplesmente por inércia ou medo de trocar de empregado. Vou sentar praça por lá! No nosso terreno, não derrubamos árvores para fazer pasto. Minha família é contra o abate de árvores. Nós plantamos e conservamos o pasto em áreas anteriormente derrubadas fazendo rotatividade do gado nos piquetes. Temos uma pequena reserva de macacaúba que mantemos sempre limpa e, no inverno, o pasto fica verdinho à sombra das árvores que têm um bom espaçamento e o sol entra sem ressecar a terra. Entre as áreas de mata existem vários lagos que, além de fornecerem muito peixe e até jacarés, propiciam o crescimento de pasto natural quando começam a secar após o período alagado. Possuímos pouco gado bubalino mas temos bichos de todas as espécies vivendo soltos na natureza: araras, tucanos, jaburus, arirambas, garças, gaviões, macacos, pacas, cutias, mucuras, cobras, etc. Semana passada encontramos uma pequena sucuri próximo a um dos lagos. Foi lá nesse paraíso que, pela primeira vez, vi uma garça azul (bicos e pernas) . Também foi lá que matei duas cobras jararacas que entravam na casa. Na frente da casa, no rio, tem arraias e diversas espécies de peixes. Temporariamente aparecem puraquês e pirarucus. No rio inteiro tem botos que ficam se exibindo para a gente e furando as malhadeiras para comer os peixes. Quando queremos comer arraia, jogamos a zagaia e, ôpa: lá vem uma se debatendo pronta para ser preparada para o almoço ou o jantar. E isso, para nós, é o paraíso. Eu, que nunca havia comido arraia, aprendi a preparar relativamente bem essa espécie. A mesma coisa com os testículos dos mamotes que castramos (bezerro grande de um ano mais ou menos que ainda mama). É uma delícia! Você quer lugar melhor para viver? Para conhecer melhor, visite meu slide show nesse blog. Especialmente o álbum "Diversas".


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domingo, 4 de outubro de 2009

Expatriado ou exilado voluntário, que termo usar? Não importa. Procuremos nos integrar à cultura local.

Olha o selinho aí!
Longe de mim mana(o), pretender te ensinar como agir nesse caso, mas, se minha experiência puder te ajudar, vou me sentir a própria.
Antes de conhecer meu marido eu já havia morado em Lyon, Fr, onde eu fazia um curso de Biblioteconomia. Confesso que, apesar de todas as atividades que o curso propiciava entre as quais, visitas a bibliotecas e universidades célebres, eu quase abandonava tudo pela metade para voltar para casa. E correndo! E estava em Lyon, uma bela cidade. Graças ao apoio de uma amiga francesa, que é uma enciclopédia ambulante, e que me fez ver o lado bom da minha presença na França continuei até o final do curso. Veja bem, se você mora em outro país e você ainda não se integrou você vai acabar atazanando a sua vida e a de seu marido se não fizer um esforço para se integrar. Sei que no primeiro ano, não é fácil. Mas, tenha coragem. Procure fazer coisas interessantes e, principalmente, não fale mal do país e das pessoas que a (o) acolheram. Aprenda a conviver com as diferenças. Faça um curso de culinária, de corte e costura, de marionetes, de pintura, de fotografia, visite museus, vá à óperas, à concertos, etc, etc, etc. Saiba que existe clube para tudo o que você pode imaginar. Inscreva-se de acordo com sua afinidade. Se você estiver morando nesse lindo país que é a França (porque é lindo mesmo) existe clube dos museus, clube das caminhadas, clube da história, etc. Procure até mesmo um clube de amigos de língua portuguesa. Uma reunião por semana estará tri bom, do contrário você corre o risco de ver fundar uma colônia de língua portuguesa e hábitos brasileiros e lá se vai pras cucuias a sua integração onde você reside. Claro que você não vai esquecer sua cultura, nem sua nacionalidade, você vai apenas acrescentar. Atualmente, moro no norte da França. É mais frio que em Lyon. Mas, vou ser sincera: não passo o inverno na Europa. Onde moramos é muito pequeno e frio. Mas é um local de atividades agropecuárias muito bonito e cheio de história. Apesar de viajarmos muito e de meu marido ser muito atencioso, sinto falta de gente, da minha gente. E, além disso, fico só na casa o dia inteiro (não dá para sair todos os dias, né?). Então, fizemos um acordo: na primavera e no verão eu fico na França. No inverno europeu, eu venho para o norte do Brasil tocar as coisas por aqui e meu marido vem em dezembro. Em dezembro de 2010 minha cara metade se aposenta e vamos fixar residência aqui, um pouco na beira do rio e da mata (que adoramos) e um pouco na cidade. Em relação ao relacionamento com a família francesa: é ótimo e tenho muito apoio. Não tenho nada para me queixar, cada um segue sua vida e, lá, ninguém se intromete mesmo, mas, para entender o humor do povo brasileiro não é fácil para eles: ninguém entende nada! Afinal, não estão acostumados com isso. E nossas músicas, só nós mesmos curtimos. No dia a dia, dá pra viver em harmonia e organizar muita coisa juntos.

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sábado, 3 de outubro de 2009

Agora tenho o tradutor! Comente que eu traduzirei também.

Até que enfim acertei. Caramba! Eu criei meu blog e faço tudo sozinha nele, só que eu estava tentando inserir o tradutor por outro "buraco"! Eheheheheh! Agora os asiáticos, europeus, africanos, etc que visitam esse blog poderão comentar, se quiserem. E, principalmente, a minha sogrinha e a cunhadinha querida poderão ler lá na França! Sei que a tradução deixa muito a desejar, mas, manos, desculpem. Talvez precisem de um dicionário. E estou adorando ler meu blog em todos os idiomas! Pai d'egua! Tem tanto idioma estranho! Desculpe se a tradução ofende. Juro que não é a intenção. É o tradutor Google.


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Blogagem coletiva: sobrevivendo ao despatriamento

Venha dar uma forcinha para o(a) nosso(a) despatriado(a) contando sua experiência em terra estranha. Amanhã, 4 de outubro. Compareça!

O selinho da Cissa:
O selinho da Flor também está uma gracinha!

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Uma coisa que adoro.

Uma coisa que adoro.
No inverno, fica tudo assim. Foto:D.B.

Os lagos

Os lagos
Pegamos nossos remos e varejões e saímos com muito cuidado para não triscar nos jacarés e sucuris. Foto: Veneide