domingo, 23 de outubro de 2011

O caboclo e a vida na roça.

Ele estava quieto, matutando, pensando...
Boquiaberto a vida lembrando, se admirando...
O olhar vazio...procurando compreensão.
As crianças cresceram, os pais envelheceram
Os frutos das árvores amadureceram.
A hora da colheita chegou.
Colheita da vida vivida a cada dia, crescida no terreiro
Sob o sol, sob a chuva, cansada, no cabo da enxada...

E agora, no mesmo chão amarfanhado
Olhando as marcas dos pés dos seus meninos,
Vendo os netos repetindo os mesmos passos
Chega enfim à conclusão
Que seu sonho não passou de ilusão.
Pensa no mesmo destino do irmão garimpeiro
Passado a vida inteira atrás do metal precioso.
Mera ilusão, alucinação, alienação... êta mundão, vida de cão!
.

2 comentários:

Roseane, disse...

É mesmo...
Ainda desbravando a floresta?
Bjks

Eu, sem clone disse...

Oi Roseane!Que prazer!
Sim, ainda estou na floresta. Mas venho na cidade de vez em quando para resolver umas bronquinhas. Não dá p ficar muito tempo isolado da civilização, não é mesmo? Você está em Heidelberg? Caramba, fiquei te devendo uma visita aqui em Macapá! Desculpa, tá? bjs

Uma coisa que adoro.

Uma coisa que adoro.
No inverno, fica tudo assim. Foto:D.B.

Os lagos

Os lagos
Pegamos nossos remos e varejões e saímos com muito cuidado para não triscar nos jacarés e sucuris. Foto: Veneide