sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Para dar um ar da minha graça (como dizia minha mãe).

Vim rapidinho fazer umas compras e tive a grata surpresa de encontrar os comentários dos amigos.
Queridos, entre um telefonema e outro (negócios, negócios) venho agradecer pelos acessos e suplicar que me perdoem se não visito cada um de vocês como merecem. Desde ontem, sou só correria pois o barquinho está bebendo muita água (como diz o pessoal dos rios aqui na região) e vim à Macapá comprar material para calafetar o casco do bichinho antes que afunde. Quantas emoções! Meu marido ficou na fazendola, mas retornarei na manhã deste sábado.
Além do mais, meu velho corsa wagon de 10 anos de muita experiência nesse trânsito louco e nessas estradas horríveis daqui do Amapá, mas, pasmem, quase novinho em folha pelos cuidados redobrados que lhe dedico, sentiu tanta falta de mim esses 3 meses que passei na França que teve um enfarto quase fatal quando me viu: viajamos para a jungle e deixamos o pobrezinho no mecânico na espera de um bico injetor que não tem nem previsão de chegar. Hoje de manhã cuidei de fazer rebocá-lo para casa e está na garagem, onde é mais seguro. Confesso que esse foi o principal motivo que me fez vir da fazenda. Tive medo de pelarem meu bichinho. Agora “vou de táxi, cê sabe. Estou morrendo de saudade”, como a música.
Caixas de material e mantimento, lá vou eu de volta para o meu love continuar nossa vida à beira rio. Vender alguns boizinhos pois o pasto, depois do alagado provocado pelas chuvas ficou escasso e não podemos deixar que percam peso ou morram de fome. E por falar nisso, deu dó navegar e deparar com duas carcaças de búfalos dos vizinhos, dentro do rio, sendo comidas por urubus e, com certeza, as piranhas já haviam feito a festa na parte que estava dentro d’água. Isso, só no trecho que percorremos. E os caboclos não estão nem aí se o dólar baixa ou se o dólar sobe, nem sabem quem é o Marcos Valério ou sonegação tributária e muito menos sabem se a Bolívia do Evo existe. Mas minha gente, eles sabem muito é falar da vida do povinho lá das beiras do rio. Ô gentezinha fofoqueira e invejosa! Vim de carona ontem e imagino que meu marido já deve estar sabendo (mas isso não é problema pois quando é preciso eu me locomover naquela vilazinha dos cofundós do Judas e que estou sem carro eu pego carona até na moto do distribuidor de gasolina ou na bicicleta de quem me der carona). E no meu relacionamento com meu marido não existe lugar para enganações (pelo menos, não que eu saiba, rsrsrs).
Quanta á cidade de Macapá, está uma loucura! Quase saturada de veículos de todas as espécies e de motoristas, ciclistas, motoqueiros e pedestres imprudentes. Estou zonza e louca para voltar pro mato. Já tomei um chá de cidade e já vou. Muito sol, verão e animação por essas bandas. Beijocas.



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5 comentários:

Sahmany disse...

Que vida boa, ououou que vida boa...
haha, tem uma música que diz exatamente isso.
Beijos e bom fds.

Ernâni Motta disse...

Veneide, acho que é preciso muito desprendimento para viver esse borburinho de fazenda, cidade e vice-versa. Mas, deve ser legal.
Um ótimo fim de semana para você.
Beijos.

Crisfonseca disse...

Olá Veneide,
que delícia o ar te tua graça , o dê tb em meu blog, tenho um desenho novo, apreça por lá quando puderes.
Beijos,
cris

Liz / Falando de tudo! disse...

Quando eu for em Macapa (so deus sabe quando), espero te encontrar em quem sabe conhecer a sua fazendola..adoro lugares assim! Ela fica onde? E você quando volta pra civilização européia?
Linda passando pra te desejar tudooo de bom,
Liz

Roseane, disse...

Mas não demora de novo, é bom dar o ar da graça de vez em quando. Falei sobre as bicicletas em Heidelberg hoje. Boa semana e aproveita!

Uma coisa que adoro.

Uma coisa que adoro.
No inverno, fica tudo assim. Foto:D.B.

Os lagos

Os lagos
Pegamos nossos remos e varejões e saímos com muito cuidado para não triscar nos jacarés e sucuris. Foto: Veneide